POENTE NA RUA DONA CLARA
O poente ainda está nesta rua.
O resto de sol é a sua lua.
Ele avermelha os cabelos desta dona;
a falta que fará, ela não abona.
A rua, ele vai descendo.
Dona Clara não acredita
no que está acontecendo...
Mas um saudoso verso, recita.
O sol se esconde dentre as folhagens.
Não quer que ela o acompanhe em suas viagens,
ainda deixará um brilho em outros subúrbios.
A escuridão se mistura com os monturos.
Para o poente, não há um limite geográfico.
E tudo capturo com o meu olhar fotográfico!
(Sobre a foto de Luiz Antônio Basílio dos Santos.)
-Gabriel Ribeiro Eleodoro
Rio de Janeiro, 05 de outubro de 2006.
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