O MELHOR PRESENTE DE NATAL
Nós aqui estamos reunidos.
Às lutas, temos sobrevivido.
E mais um ano, chegou ao final;
é tempo de celebrarmos o Natal!
Nós sim vamos celebrar!
Mas conosco, ela não vai estar!
Teremos uma noite bela,
celebremos em memória dela.
Lembro-me quando fomos cantar naquela galeria.
Nós a convidamos; não deu certeza.
Sua enfermidade dava-lhe tristeza.
Mas no auge da nossa apresentação, ela apareceu, quem diria!?
Ela pôde cantar.
Uma linda voz de sua boca, ouvi soar!
Ela se esqueceu de seus padecimentos;
a galeria a envolveu num natalino deslumbramento!
Logo após, nos chamou a cear.
Tinha que fazê-lo, pois estava prestes a se resguardar.
Talvez seria o último momento que nós a veríamos;
o seu bem, muito queríamos.
Ao final, demo-nos as mãos.
E a Deus, fez a sua invocação.
Embora a sua doença lhe parecesse fatal,
agradeceu a Ele por termos sido o seu melhor presente de Natal.
O renovo e a esperança, o Natal devolve.
A onda de mormaço, a fina chuva dissolve.
A sua presença irradiava uma imensurável graciosidade!
Pela primeira vez, o nosso Natal será comemorado com muitas saudades!
-Gabriel Ribeiro Eleodoro
Rio de Janeiro, de 08 a 10 de dezembro de 2003.
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