sexta-feira, 8 de julho de 2016

SERRA AZUL

Passada a grande chuva,
no céu brilhava a doce lua,
e o vento dispersava as nuvens escuras.

As ruas se secavam.
Pássaros noturnos se aninhavam.
E as crianças conversavam e brincavam.

De repente, atrás da serra,
como numa mágica inesperada,
subiam leves e lentas névoas!

De uma cor tão genial!
Um azul sem igual!
E o verde, deixava de existir!

Serra azul, cor preciosa!
Formosa e misteriosa!
Uma paisagem gloriosa.
Que visão gostosa!

Fiquei namorando o belo efeito.
Sem incerteza e sem medo!
Ela não escondia nenhum segredo.
E se escondia, não podia descobrir!
Pois estava no seu direito.

Vi a natureza de uma cor única.
Não vi névoas sombrias e nem nuvens escuras!
Mas vi arbustos azuis!
Vi flores azuis!
Vi pássaros azuis!
Vi vários animais azuis!
Vi casebres azuis!
E toda a estrada serrana, azul.

Uma cor tão genial!
Eu quis que fosse imortal!
Será que eu verei de novo
o seu azul sensacional?
Queria que todas as névoas fossem assim.
E que nunca tivesse fim
essa magia azul!
Eu queria que todas as névoas fossem assim.
E que nunca tivesse fim,
essa beleza azul!


- Gabriel Ribeiro Eleodoro

Rio de Janeiro, de 05 a 07 de fevereiro de 1998.

Nenhum comentário:

Postar um comentário