sexta-feira, 7 de agosto de 2015

BILHETE DO AMOR

Num dia incerto, eu abro meu caderno
e vejo uma coisa tão minúscula,
tão frágil, tão sensata,
tão maravilhosa e majestosa!

Um bilhete em forma de coração pintado,
de que certa forma, tem-me alegrado!
E me deixou tão apaixonado!

Eram palavras claras,
lindas e raras.
Tão bem feitas,
que pareciam coloridas borboletas!

"As muitas águas não poderiam apagar
o nosso amor, que nós sentimos por você.
Nós te adoramos de montão!"

Esta foi a declaração que as poetisas
da turma 701 me mandaram.
E eu, um cara tão abobalhado,
senti a vontade, de ganhar um beijo estalado!

É pena, pena que eu não conheço.
Às vezes, até me esqueço,
desse dia, de beleza e poesia,
na esperança de pegar, alguma dessas gatinhas!


Gabriel Ribeiro Eleodoro

Rio, junho de 1995.

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